O Mais do Mesmo

Crónica

O Mais do Mesmo

Em época de salvamento de um país, de forma ludibriosa, com a dádiva divina de um valor metafórico distribuído pelas famílias num único mês, de forma a "compensar" uma inflação que está a ter um impacto extremamente negativo na sociedade, continuará a ter durante o próximo ano.

Os Polícias esses, continuam na mesma.

A reivindicar de forma incessante melhorias salariais, enquanto se multiplicam em turnos extra, um pouco por todo o país, devido ao défice de pessoal operacional, sem ganhar mais um cêntimo pelo esforço.

Os Polícias desgastam-se repetidamente e a segurança pública não consegue a eficácia desejável aos olhos dos cidadãos.

A título de exemplo, o subsídio de refeição de um Polícia, é de 4.77 Euros.

Quem consegue nos dias de hoje, ter uma refeição com este valor?

Os artigos de fardamento disponíveis na plataforma oficial, aumentaram consideravelmente o seu custo. Iremos ter uma comparticipação de aquisição de fardamento aumentada?

O que esperar de um governo, que anuncia um subsídio de risco no valor de 100 Euros, mas que para isso, nos retira um suplemento já existente de 38 Euros e acrescenta o valor remanescente, de forma a recebermos um valor com "alguma dignidade"? Com os devidos descontos fiscais, quanto sobra realmente?

Continuamos a ser tratados como um mal necessário, que se arrisca diariamente, sujeitos ao risco e processos internos, trabalhando diariamente no "limbo", recebendo uma palmadinha nas costas quando fazemos um bom serviço e um processo que nos responsabiliza desde o dedo do pé à ponta do cabelo, quando alguém considera que houve um "erro" na resolução de uma ocorrência.

Os responsabilizados são sempre os mesmos.

Porque são sempre os mesmos que dão a cara e que estão na linha da frente.

São sempre os mesmos que levam com o efeito surpresa e estão sujeitos a todo o tipo de perigos.

São sempre os mesmos que têm que tomar decisões num estalar de dedos, para serem posteriormente "condenados" por quem confortavelmente nas suas poltronas, decidem o que é certo e o que é errado.

Nem falemos nos recorrentes suicídios nas forças de segurança, nem nas injustiças, nem nas revoltas, porque não se pode, ou não se deve.

Não fosse o "amor à camisola" e face às condições de trabalho, remuneração auferida e perspectiva de carreira existente, a Polícia nem tinha um décimo da sua produtividade.

Porque quem por cá anda, por mais que reclame, por mais que se revolte, por mais que se indigne e reivindique, quando os problemas acontecem, estão sempre lá. E quem nos tutela, toma isso como garantido.

MB

Organização Sindical do Polícias

 

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=pfbid02QbxZz44wqf9VPERVZd6P1iRxXyH8xsrGBKpxNhw9YURKRxPLLTHeCg1R1T3DfGZVl&id=100057218508101

Acompanhe a OSP no Facebook

Localização

Não disponível

  • Tipo: Outros

Exportar para PDF

Contacto