Polícias obrigados a trabalhar nas folgas

Afinal não é apenas nos festivais e em situações extraordinárias. Acumulam-se as queixas de agentes que têm de ir trabalhar nas folgas para supermercados e empresas.

Elementos da PSP queixam-se de que está a ser violada a Norma Execução Permanente (NEP) onde constam os procedimentos dos serviços remunerados. Serviços nos supermercados em dias de folga e 18 horas de trabalho em festivais já motivaram queixas na Organização Sindical dos Polícias para a Inspecção-Geral da Administração Interna. 

A situação já se repete há alguns meses, mas tem-se vindo a agravar nos últimos tempos, segundo disseram alguns agentes ao jornal i. Há polícias que se queixam que a distribuição de serviços remunerados não é feita de forma igual ou justa e essas diferenças podem ascender aos 300 euros por mês.

Os agentes criticam ainda o programa Simples que foi implementado em 2017 de forma a gerir mais eficazmente os recursos humanos, dizendo desconhecer os critérios utilizados para a mesma gestão.

Em declarações ao jornal i, um polícia de Setúbal diz que não costuma trabalhar nos dias de folgas mas que, ultimamente, não tem tido outra opção. "Recebemos uma informação quase todas as semanas a dizer que por haver um elevado número de remunerados foram cortadas as folgas. Desde Abril que tem sido assim", conta. Maior parte das vezes, os agentes são contactados para fazer serviços em supermercados e empresas. 

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